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Contra a dengue não basta falar, tem que agir!

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Projeto de Mobilização Social para a prevenção e controle da Dengue

Written By Liga de Combate a Dengue on 27/03/11 | 16:37

Apresentação

Prezado Coordenador,
Seja bem vindo!

Este documento foi elaborado para você, visando nortear o seu trabalho de Mobilização Social, junto aos articuladores selecionados para atuarem no seu município.
Aqui você encontrará o “passo a passo” para a execução das ações voltadas à mobilização da sociedade a qual pertence.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia – SESAB, com o apoio técnico e operacional da Fundação Luís Eduardo Magalhães – FLEM, deseja, com esta metodologia, fornecer elementos que facilitem a sua atuação e desta forma contribuir com o trabalho de Prevenção e Controle da Dengue no Estado da Bahia por estar convencida de que a dengue é um dos principais problemas de saude publica em varios paises e, particularmente, no estado.
Conte com a gente, estamos juntos nesse processo.
Movimento Bahia unida contra a dengue!
Boa Sorte!

 
Mobilização Social
O que é
(...) mobilizar é convocar vontades para atuar na busca de um propósito comum, sob uma interpretação e um sentido também compartilhados. Sendo a mobilização uma convocação, ela é um ato de liberdade, oposto da manipulação, um ato público de vontade, de paixão (TORO, 1994, p.11).
A mobilização social, na prática, nada mais é do que reunir pessoas para uma ação comum, algo que fazemos diariamente, de forma inconsciente, quando, por exemplo, convidamos pessoas para uma festa, organizamos um jogo de futebol ou mesmo um passeio em família ou com amigos.
Neste caso estaremos reproduzindo o que já fazemos tão bem, porém, com foco nas ações de prevenção e controle da dengue em nosso município. Para tanto, criamos um “Guia” que orientará o trabalho dos coordenadores e articuladores municipais, mostrando o passo-a passo necessário para a mobilização das pessoas e instituições parceiras na execução das ações planejadas para a implementação do “Projeto de Mobilização Social na Prevenção e Controle da Dengue no Estado da Bahia”.

A luta contra a dengue exige atitude e cuidados constantes de todos os cidadãos, além do trabalho realizado pelos Governos Federal, Estadual e Municipal, pois o mosquito é doméstico, ou seja, hospeda-se e reproduz-se dentro das nossas casas e nos seus arredores.
O controle e a prevenção da dengue exigem um esforço de todos. Cada cidadão deve cuidar do espaço em que vive e trabalha.
E aí? Vamos começar o nosso trabalho?
Sobre o Guia
O “Guia de Mobilização Social” foi construído com o intuito de facilitar e nortear as ações que deverão ser desenvolvidas pelos coordenadores e articuladores municipais, sem prejuízo do que já está sendo realizado com sucesso nos municípios.
Ao elaborar o “Guia de Mobilização Social”, buscamos utilizar uma linguagem simples e objetiva e organizamos a apresentação da metodologia adotada em atividades seqüenciais, conforme o esquema a seguir:
Ao longo da descrição das ações a serem desenvolvidas em cada atividade, destacamos, na cor azul, as instruções referentes ao cadastramento de dados no Sistema de Informação da Mobilização Social – SISMOB, lembrando que o registro das informações relativas às ações executadas é essencial para a visibilidade da atuação dos coordenadores e articuladores municipais.

Ao inserir os dados de forma clara e sucinta, é importante lembrar que o Sistema está sendo utilizado por mais pessoas que podem fazer uso das sugestões registradas e das experiências que deram certo, e, desta forma, a colaboração entre os diversos coordenadores e articulares resultará na ampliação de ações de mobilização nos municípios envolvidos.
SISMOB

“Sistema de Informação da Mobilização Social”
O que é?
O “Sistema de Informação da Mobilização Social (SISMOB)” é um instrumento que vai ajudar você coordenador e articuladores a organizarem e registrarem as atividades de mobilização social para prevenção e controle da dengue nos municípios envolvidos. A utilização do Sistema, durante a mobilização social, vai permitir a troca de informações e o acompanhamento das ações realizadas.
Com o uso do Sistema, será possível verificar as práticas e seus resultados, bem como as lições aprendidas dos diversos grupos de articuladores. Além disso, o acesso ao registro das atividades de todos os envolvidos poderá resultar em atividades de mobilização inovadoras.
No registro das suas informações e dos seus articuladores, você, coordenador, deverá sempre ter em mente a importância da objetividade das mesmas: explicar claramente como conseguiu realizar cada ação; quais os parceiros envolvidos; o que funcionou bem e o que precisa ser melhorado; etc. Esse registro vai ajudar a todos (coordenadores e articuladores) a planejarem novas ações. Além disso, a população também poderá acompanhar as ações de mobilização agendadas e realizadas por todos, já que essas ações serão publicadas no portal www.bahiacontraadengue.com.br, elaborado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia – SESAB.

O site reúne informações gerais sobre a dengue, como: descrição da doença, modos de transmissão, sintomas, tratamento e cuidados e ações indispensáveis para a prevenção. Estão disponibilizados, ainda, campanhas e notícias relacionadas à dengue e, um espaço para os usuários encaminharem dúvidas sobre a doença.
Oriente sempre seus articuladores quanto ao preenchimento correto e completo das informações no Sistema. Siga as orientações de cadastro no Sistema disponível no (anexo I).
Atividade 1

FORMAÇÃO DA REDE DE PARCEIROS PARA O TRABALHO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

1º Momento: identificar, no município, pessoas dos órgãos e instituições governamentais e da sociedade civil, que possam contribuir para a execução das ações de prevenção e controle da dengue: Secretária de Educação, Cultura e Turismo; Secretaria da Segurança Pública; DIRES; DIRECS; Escolas e Universidades; Órgão de Limpeza Pública; Guarda Civil Municipal; Corpo de Bombeiros; Empresa de Fornecimento de Água e Saneamento; Sindicato da Construção Civil; Construtoras; Correios, Entidades Religiosas; Agentes Comunitários de Saúde – ACS e Agente de Combate às Endemias; Associações de Moradores; Organizações Sociais Locais e Movimentos Sociais; Empresários Locais e Comerciantes; dentre outros.

Após a identificação desses contatos estratégicos, elabore uma lista com o nome do órgão/instituição, o nome do seu representante, um telefone fixo e o celular, número de fax, e-mail, endereço do órgão/instituição ou do seu representante..

2º Momento: cadastrar no SISMOB os órgãos/instituições e identificados como parceiros da mobilização social que participarão das ações de mobilização, com as respectivas informações contidas na lista elaborada.

Antes de cadastrar uma empresa ou órgão no Sistema, verifique se ela já não foi cadastrada por outro participante da mobilização.

Detalhes importantes:

 A categoria da “instituição parceira” permitirá identificar quais os tipos de instituição parceiras cooperam mais com a mobilização, além de facilitar a busca dessas instituições no Sistema.

 Os “municípios de atuação” indicam em quais municípios aquela instituição parceira atua. Você, coordenador, deverá selecionar corretamente os municípios de atuação para que seja possível selecionar essa instituição parceira.

 A “esfera de atuação” identifica se a instituição parceira é municipal, estadual ou federal. Isso é necessário porque existem órgãos com o mesmo nome, mas de esferas de atuação diferentes. Ex.: Secretaria da Saúde, Secretaria da Educação, etc.
Atividade 2
SEMINÁRIO DE SENSIBILIZAÇÃO DA REDE DE PARCEIROS DA MOBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A PREVENÇÃO E O CONTROLE DA DENGUE

1º Momento: convocar os membros dos órgãos/instituições governamentais e da sociedade civil cadastrados, para uma reunião, com duração aproximada de 3 horas, por meio de ofício padrão, (anexo II), e convite (anexo III), para apresentação do “Projeto de Mobilização Social” (DVD anexo) e definir como, cada um dos parceiros, poderá, dentro da sua área de trabalho, apoiar as ações de mobilização. Todas as sugestões devem ser registradas em um único documento, conforme modelo a seguir:

Instituição Como posso contribuir Responsável

Empresa de limpeza Participação nos faxinaços nos bairros das comunidades Sr. Fulano de Tal
2º Momento providenciar a logística do seminário:
 Identificar um local apropriado, com equipamentos (TV, projetor multimídia/data show, computador, quadro branco ou flip chart) necessários para a apresentação. Sugerimos que reserve uma sala ou auditório na Secretária da Saúde Municipal.

 Preparar Lista de Freqüência, (anexo IV), e Programação do Seminário, (anexo V).

 Encaminhar ofício, convite e programação, com antecedência mínima de 15 dias da data do evento.

3º Momento: adicionar no SISMOB, na página “Eventos”, as informações sobre o seminário (título, data, hora, endereço e tipo de evento).
4º Momento: atividades no dia do Seminário
 Recepcionar os participantes e colher as assinaturas na Lista de Frequência (30 min).

 Iniciar o evento com a apresentação dos membros que compõem a equipe técnica local: Coordenador, Coordenador Adjunto da Mobilização, GET Dengue FLEM, DIRES e GT Ampliado (10 min.).

 Apresentar o Power Point sobre o “Projeto de Mobilização Social para a Prevenção e Controle da Dengue na Bahia” – representante do GET Dengue FLEM (20 min.).

 Apresentar a situação epidemiológica do município – representante da DIRES ou do GT Ampliado da SESAB, de acordo com o boletim epidemiológico (30 min.).

 Apresentar o “Plano de Ação de Mobilização” elaborado pelo Coordenador Municipal da Mobilização – o Coordenador deverá fazer a apresentação (20 min).

 Exibir o vídeo “Lembranças” (5 min). O vídeo relata uma historia real, onde uma mãe perde a filha acometida pela dengue. Neste momento deverá ser feita a seguinte pergunta: “Quem aqui já teve dengue ou conhece alguém que teve?” Após as respostas, tecer um breve comentário sobre a importância de se prevenir e controlar a doença.Substituir pelo filme da fiocruz.

 Apresentar o Power Point sobre a Rede de Mobilização Social - representante do GET Dengue FLEM, ressaltando a importância da rede de mobilização para a percepção, bem como o valor da atuação em conjunto.

 Apresentar o Plano de Ação Municipal - o Coordenador deverá fazer a apresentação (20 min).

 Abrir espaço para perguntas e disponibilizar, se necessário, o microfone para os participantes (25 min).

 Encerrar o Seminário, agradecendo a presença de todos, reforçando a importância da participação na luta contra a dengue.

 Preencher e emitir atestado de participação (anexo VI) para os participantes que solicitarem.
5º Momento: registrar no SISMOB, na página de “Eventos” no campo Relatório as informações sobre o evento. Verificar se o título, data, hora, endereço e tipo de evento estão corretos.
Atividade 3
CONSTITUIÇÃO DE FÓRUNS - IDENTIFICAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO DAS LIDERANÇAS LOCAIS PARA ESCOLHA DOS ARTICULADORES
Quanto mais motivadas e alinhadas estiverem todas as pessoas envolvidas, mais fortes serão as ações realizadas e maiores as chances de alcance dos resultados propostos.
A atividade 2 deverá ser desenvolvida nos dez bairros selecionados para atuação do Projeto.
1º Momento: identificar, por bairro, as organizações sociais locais; movimentos sociais; associações de moradores; sindicatos; entidades religiosas; escolas e sociedade civil, convidando-os para participar em de uma reunião, com duração aproximada de 3 horas, para escolha de cinco articuladores, dentre os presentes.

2º Momento: providenciar a logística da reunião:
 Visitar as escolas dos 10 bairros selecionados para identificar alguma com instalação adequada para a realização do Fórum de escolha dos articuladores.

 Verificar se a escola dispõe dos equipamentos necessários (TV, projetor multimídia/data show, computador, quadro branco ou flip chart) e reservá-los.

 Contatar a direção da escola escolhida, portando o ofício de apresentação da Mobilização Social na Prevenção e Controle da Dengue na Bahia, (anexo II), para solicitação do espaço e detalhamento da proposta de parceria. Acordar com boa antecedência o dia, local e hora de início e término da reunião.

 Preencher os convites, (anexo VII), com dia, local e hora, em letra de forma e providenciar a entrega aos convidados, com antecedência mínima de quinze dias da data da reunião.

 Preparar a Lista de Freqüência, (anexo IV), e a Programação do Fórum, (anexo VIII).
3º Momento: adicionar no SISMOB, na página “Eventos”, as informações sobre o seminário (título, data, hora, endereço e tipo de evento).
4º Momento: atividades no dia da reunião
 Recepcionar os participantes e colher as assinaturas na Lista de Frequência (30 min).

 Exibir o vídeo educativo sobre a dengue. A exibição do vídeo deverá ser conduzida pelo Coordenador Municipal com o intuito de informar à comunidade sobre os riscos da dengue (20 min).

 Apresentar a situação epidemiológica do município, e dos 10 bairros selecionados, através de gráficos disponibilizados pela Secretária Municipal da Saúde ou constante do Boletim Epidemiológico – deverá ser apresentado por um técnico da Vigilância Epidemiológica (30 min).

 Exibir o vídeo “Lembranças” (10 min). O vídeo relata uma historia real, onde uma mãe perde a filha acometida pela dengue. Neste momento deverá ser feita a seguinte pergunta: “Quem aqui já teve dengue ou conhece alguém que teve?” Após as respostas, tecer um breve comentário sobre a importância de se prevenir e controlar a doença. Caso seja possível, nesse momento, apresentar uma pessoa do município que tenha adoecido, se recuperado e mudado de atitude, quanto a prevenção.

 Apresentar o Power Point sobre a Rede de Mobilização Social, ressaltando a sua importância da rede de mobilização para a percepção do valor da atuação em conjunto. (30 min).

 Apresentar o Power Point sobre o “Projeto e o Plano de Ação para Mobilização do Município” - o Coordenador Municipal deverá fazer a apresentação, focando nas ações pensadas para o seu município e transmitindo a idéia de como os futuros articuladores poderão ajudar (20 min).

 Promover a escolha dos articuladores (40 min) - o Coordenador Municipal explicará a importância do papel do articulador na mobilização social e como suas ações podem contribuir para a transformação da situação de risco do seu bairro e município. Nesse momento de formação, o coordenador deverá fazer um trabalho de reconhecimento das entidades presentes e solicitar que os representantes falem sobre seus trabalhos sociais, de modo que percebam o que cada um tem para oferecer. Após essa apresentação, deverá ser feita a seguinte pergunta: “Quem de vocês se vê atuando como um articulador na sua comunidade?” Em seguida, deverá ser feita à escolha dos articuladores, através de eleição simples e direta, onde os participantes levantarão a mão para os seus candidatos escolhidos.

 Entregar aos articuladores escolhidos o formulário da “Pesquisa de Opinião” (anexo IX), que tem como objetivo a realização de um diagnóstico da realidade do bairro ao qual pertence, conhecimentos e vivências da população sobre a dengue, o mosquito, a doença, prevenção e ações já desenvolvidas nas comunidades locais. Explicar a importância dos resultados obtidos a partir da aplicação desta pesquisa na elaboração do Plano de Ação para Mobilização do bairro. Pedir aos articuladores que entreguem os formulários aplicados dez dias úteis antes da realização da oficina de capacitação dos mesmos. Encaminhar à Fundação Luís Eduardo Magalhães – FLEM, os formulários preenchidos para tabulação.

 Programar junto aos articuladores a data da Oficina de Capacitação dos mesmos.

 Encerrar o fórum, agradecendo a presença e reforçando a importância da participação de todos na luta contra a dengue.

 Preencher e emitir atestado de participação (anexo VI) para os participantes que solicitarem.

Observações:

 Na condição em que o número de candidatos seja maior que cinco, sugerir que os que não forem eleitos façam parte do “Comitê do Bairro”.

 Na condição em que a quantidade seja menor que cinco, sugerir que os representantes das associações de moradores, entidades religiosas e instituições de ensino elejam, entre si, os candidatos, na quantidade necessária, para a formação da equipe de articuladores.

5º Momento: registrar no SISMOB, na página de “Eventos” no campo Relatório as informações sobre o evento. Verificar se o título, data, hora, endereço e tipo de evento estão corretos.
Atividade 4

CONSTITUIÇÃO DOS GRUPOS DE TRABALHO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE NOS BAIRROS
1º Momento: identificar, em reunião com os articuladores, moradores dos bairros selecionados que sejam integrantes de entidades representativas do poder público, da iniciativa privada, organizações não governamentais e diversos segmentos da população, já envolvidos com atividades de prevenção e controle da dengue, ou potenciais parceiros, para serem convidados a integrar a luta contra a dengue no município/bairro, como membro do Grupo de Trabalho. Convidar também os candidatos a função de articulador, participantes do Fórum de Identificação e Sensibilização das Lideranças Locais, que não foram eleitos.
2º Momento: listar contatos identificados no 1º Momento (endereço, telefone, fax e email, se possível), os quais deverão ser convidados para a Reunião do Comitê. Cada grupo de 5 articuladores se encarregará de convidar os representantes do seu bairro para a “Reunião de Constituição do Grupo de Trabalho”. Ex. Fonseca trabalha na Recolhelixo Ltda. e mora no bairro Nova Esperança, ele será convidado a participar do Comitê do seu bairro, Nova Esperança, representando a empresa Recolhelixo Ltda, o qual verificará como a empresa em que trabalha poderá apoiar determinada ação.
3º momento: agendar datas prováveis para as 10 “Reuniões de Constituição dos Comitês”.

4º momento: entregar, pessoalmente (articulador), ou encaminhar convite, (anexo X), via email, para os convidados.
5º Momento: adicionar no SISMOB, na página “Eventos”, as informações sobre o seminário (título, data, hora, endereço e tipo de evento).

6º momento: atividades do dia da reunião
 Recepcionar os participantes e colher as assinaturas na Lista de Freqüência. (30 min).

 Apresentar a situação atual da doença no bairro em questão, com base nos dados atualizados e cedidos pela Secretaria Municipal da Saúde. (30 min).

 Apresentar o Power Point sobre o “Projeto da Mobilização Social para Prevenção e Controle da Dengue no Estado da Bahia”. (30 min).

 Apresentar as atribuições do Grupo de Trabalho, conforme descrição abaixo, esclarecendo que ser membro do Comitê é um ato de responsabilidade social do cidadão, que de forma voluntária, presta relevante serviços à sua comunidade. (20 min).

 Consultar os participantes sobre o interesse em integrar o Comitê. (10 min).

 Conduzir a escolha de um dos membros para o cargo de Presidente do Grupo de Trabalho. Após a consulta sobre o interesse em integrar o Comitê, deverá ser feita a seguinte pergunta: “Quem de vocês se vê atuando como “a voz” desse grupo, ou seja o mediador entre o grupo e a sociedade? (15 min).

 Registrar em ata a constituição do referido Comitê, relacionando o nome dos membros integrantes do mesmo. (10 min).

 Encerrar a reunião, agradecendo a presença e reforçando a importância da participação de todos na luta contra a dengue.

 Preencher e emitir atestado de participação (anexo VI) para os participantes que solicitarem.
7º Momento: registrar no SISMOB, na página de “Eventos” no campo Relatório as informações sobre o evento. Verificar se o título, data, hora, endereço e tipo de evento estão corretos.

Sugestão: realizar a reunião à noite, de 2ª à 6ª feira, em uma sala de aula cedida por escola pública do bairro. O Coordenador Municipal deverá conduzir a reunião. Para os próximos encontros, o presidente do Comitê eleito fará a convocação e verificará a disponibilidade de realização das reuniões quinzenais na sede da Secretaria Municipal da Saúde.
Atividade 5

OFICINA DE CAPACITAÇÃO DOS ARTICULADORES E CONSTRUÇÃO DO PLANO DE AÇÃO PARA MOBILIZAÇÃO DOS BAIRROS
1º Momento: providenciar a logística do evento. O Coordenador Municipal deverá:

 Selecionar uma das dez escolas utilizadas na primeira reunião com os articuladores, que seja de fácil acesso a todos, para a realização da “Oficina de Capacitação dos Articuladores”, com duração aproximada de 8 horas, reservando os equipamentos necessários (TV, projetor multimídia/data show, computador, quadro branco ou flip chart).

 Preencher os convites, (anexo XI), com dia, local e hora, em letra de forma e providenciar a entrega aos convidados, com antecedência mínima de quinze dias da data do evento.

 Preparar a Lista de Freqüência, (anexo III), e a Programação da Oficina de Capacitação, (anexo XII).

 Providenciar materiais a serem utilizados nas atividades da oficina: 4 cartolinas;10 pincéis atômicos ou lápis de cera (cores diversas), 1 fita crepe (45mm x 50m), 60 canetas esferográficas azuis, 60 blocos de papel em branco, 3 folhas de etiquetas (30/fl.), DVD com o vídeo da dengue e Power Point, Lista de Freqüência, 50 Atestados de Participação em branco e 50 Certificados de Participação.

 Reproduzir o material didático a ser utilizado na capacitação.

 Providenciar almoço e cofee break para o grupo (sugestão).
2º Momento: adicionar no SISMOB, na página “Eventos”, as informações sobre o seminário (título, data, hora, endereço e tipo de evento).
3º Momento: atividades do dia da capacitação
 Preparar o local do evento: arrumação das cadeiras em dois semicírculos, em formato de “U”, disponibilização de duas mesas: uma para recepção, na entrada da sala e, outra para o coffee break, em local apropriado.

 Testar o equipamento de exibição (retroprojetor/data show) ou providenciar cartazes com o conteúdo da apresentação da oficina.

 Recepcionar os participantes, preencher a etiqueta com o primeiro nome do participante e colher a assinatura na Lista de Frequência. (30 min)

 Apresentar a equipe GET Dengue FLEM, agradecer a presença de todos e anunciar a programação para a oficina, informando que a mesma será conduzida pelo GET Dengue FLEM. (5 min)

 Aplicar a dinâmica de grupo “Registro”, (anexo XV) com o intuito de verificar o nível de conhecimento e percepção dos participantes sobre a dengue, fazendo-os sentir parte integrante do Projeto. O conhecimento deve ser construído a partir da realidade de cada um. Após a conclusão da dinâmica, o Coordenador, juntamente com o GET Dengue FLEM deverá informar que todo conhecimento é válido e que as dúvidas e informações equivocadas serão elucidadas com a exibição do DVD sobre a dengue. (40 min)

 Exibir o vídeo sobre a prevenção e o controle da dengue, com o Dr. Dráuzio Varela. O filme, de cunho educativo, apresenta informações diversas sobre a dengue (conceito, sintomas, modo de transmissão e prevenção). (15 min)

 Apresentar o Power Point sobre a construção do Plano de Ação de Mobilização. (5 min)

 Conduzir a elaboração do Plano de Ação de Mobilização, formando 10 grupos de 5 articuladores do mesmo bairro, conforme sequência de atividades abaixo descritas:

 Entregar a cada grupo, o resultado do diagnóstico do seu bairro referente à aplicação da pesquisa de opinião, 10 folhas de papel ofício e uma caneta.

 Solicitar ao grupo que expresse suas idéias sobre atividades que ele, sua família e seus vizinhos possam desenvolver para a prevenção e o controle da dengue no seu bairro. Um dos componentes deverá anotar as idéias sugeridas. (30 min).

 Explicar sobre a importância de se elaborar atividades considerando características singulares de seu bairro e a opinião (diagnóstico participativo) da comunidade em que atua. Informar ainda que as atividades poderão ser classificadas em grau de urgência e que o Plano de Ação para Mobilização deverá contemplar a realização de mutirões de limpeza (faxinaços) – 01 em cada bairro a cada três meses.

 Solicitar ao grupo que defina metas para as atividades sugeridas, seguindo o roteiro de estruturação das metas. Ao final desta atividade, o facilitador deverá parabenizar a produtividade da equipe. (30 min)

 Avisar que cada grupo deverá apresentar o Plano de Ação para Mobilização construído coletivamente, para os demais participantes. Tempo de apresentação: 5 minutos. Após a apresentação, o facilitador informará ao grupo que as idéias apresentadas por cada grupo, poderão ser incorporadas pelos outros, caso seja identificada a possibilidade de execução da ação no seu bairro (50 min).

 Fazer intervalo para o almoço. Combinar o horário do retorno. (1h30).

 Realizar treinamento dos participantes no SISMOB. (4h).

 Reproduzir a música “O jogo virou” Distribuir a letra (XIII) entre os participantes, para que eles possam acompanhar. (5 min).

 Encerrar a oficina de capacitação, agradecendo a presença de todos.

 Entregar os certificados de participação

 Preencher e emitir atestado de participação (anexo VI) para os participantes que solicitarem.
4º Momento: registrar no SISMOB, na página de “Eventos” no campo Relatório as informações sobre o evento. Verificar se o título, data, hora, endereço e tipo de evento estão corretos.
Atividade 6
EXECUÇÃO DO PLANO DE AÇÃO DE MOBILIZAÇÃO

1° Momento: providenciar a logística necessária para a execução do Plano de Ação de Mobilização. O articulador deverá:
 Fazer um levantamento de todo material necessário para que o plano aconteça com tranqüilidade.

 Verificar a ocorrência simultânea de outros eventos que impossibilitem ou prejudiquem a realização da sua atividade.

 Extrair do SISMOB a lista de contatos com todos os envolvidos na ação.

 Elaborar convites e ofícios, se necessário; para viabilização das atividades (ex. ofício para concessão de espaço privado ou público; solicitação de recursos; etc)
2º Momento: Executar o Plano de Ação de Mobilização, conforme o planejado.

3º Momento: Avaliar se as metas foram cumpridas e os objetivos foram alcançados e quais as implicações.

4º Momento: Registrar no SISMOB todas as informações sobre a oficina de capacitação e ações previstas e executadas (como: o que deu certo, o que pode ser melhorado, quais as dificuldades encontradas, quantas pessoas participaram do evento; quantas casas foram visitadas, etc e incluir fotos) no Plano de Ação para Mobilização a serem desenvolvidas pela população nos bairros.

Atividade 7
ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO DE MOBILIZAÇÃO SOCIA
Reunião de Acompanhamento e Avaliação do Projeto de Mobilização Social

1° Momento: convocar os articuladores para uma reunião de acompanhamento e avaliação das ações realizadas e planejadas.

2° Momento: providenciar a logística da reunião: reservar uma sala para a realização da reunião. Preparar o local: arrumação das cadeiras em formato de “U”.

3° Momento: apresentar resumo das ações desenvolvidas por todos os bairros, a partir das informações extraídas do SISMOB e, se possível, informações atualizadas do Boletim Epidemiológico.

4° Momento: entregar o questionário de avaliação aos participantes, (anexo XIV) e solicitar que os mesmos o respondam individualmente.

5° Momento: solicitar que cada participante socialize com os demais os seus registros, compartilhando, desta forma, a experiência vivenciada durante a execução das ações de mobilização.

6° Momento: Atualizar os participantes quanto aos próximos passos, revendo agendas.

Seminário de Acompanhamento e Avaliação do Projeto de Mobilização Social

1° Momento: convocar os articuladores, membros dos órgãos/instituições governamentais e da sociedade civil, parceiros em geral, dos 10 bairros dos municípios selecionados, para uma reunião de avaliação sobre o Projeto e todas as ações desenvolvidas e executadas no município.

2° Momento: providenciar a logística da reunião:

 Identificar um local apropriado, com equipamentos (projetor multimídia, computador) necessários para a apresentação.

 Preparar Lista de Freqüência, (anexo IV) e programação do Seminário

 Enviar ofício, convite e programação, com antecedência mínima de 15 dias da data do evento.
3º Momento: adicionar no SISMOB, na página “Eventos”, as informações sobre o seminário (título, data, hora, endereço e tipo de evento).
4º Momento: atividades no dia do Seminário
 Recepcionar os participantes e colher as assinaturas na Lista de Frequência (30 min).

 apresentar resumo das ações desenvolvidas por todos os bairros, a partir das informações extraídas do SISMOB e, se possível, informações atualizadas do Boletim Epidemiológico (20 min).

 Projetar filmagens das ações realizadas, fotos e apresentar materiais que foram utilizados nas ações executadas (10 min).

 Solicitar que um articulador apresente um case de sucesso, narrando o que deu certo, pontos fortes, o que poderia ter sido melhorado, dentre outros aspectos relativos à ação apresentada (30min).

 Aplicar a dinâmica do “Termômetro”, (anexo XV), com o intuito de verificar o nível de satisfação de todos os envolvidos com a Mobilização Social. Após a conclusão da dinâmica, o facilitador da reunião deverá promover uma reflexão coletiva sobre o resultado da medição de satisfação, interrogando os participantes sobre o porquê estamos nos sentindo assim? (satisfeitos, insatisfeitos, animados, desanimados, etc) e o que podemos fazer para manter ou reverter este quadro? O resultado desta reflexão deverá ser registrado num flipchart ou quadro branco (40 min).
 Atualizar os participantes quanto aos próximos passos, revendo agendas (5 min)

 Abrir espaço para perguntas e disponibilizar, se necessário, o microfone para os participantes (30 min)

 Encerrar o Seminário, agradecendo a presença de todos, reforçando a importância da participação na luta contra a dengue (5 min)

 Preencher e emitir atestado de participação (anexo VI) para os participantes que solicitarem.
5º Momento: registrar no SISMOB, na página de “Eventos” no campo Relatório as informações sobre o evento. Verificar se o título, data, hora, endereço e tipo de evento estão corretos.
BOM TRABALHO!
Esperamos que você alcance êxito na Mobilização Social para Prevenção e Controle da Dengue. Este é um trabalho desafiador e seu sucesso depende do comprometimento de todos.

A FLEM acredita que é possível diminuir os casos de incidência de dengue a partir da tomada de consciência e da mudança de atitude das pessoas, por isto:
Vamos em Frente! Atitude o melhor remédio contra a dengue!
REFERÊNCIAS
http://www.bahiacontraadengue.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18&Itemid=3 /. Acesso em: jul. 2010.
BRASIL. Combate à dengue: o que é, sintomas, tipos, transmissão, prevenção, diagnóstico, tratamento e etc. Disponível em:http://www.combateadengue.com.br/. Acesso em: ago. 2010.

FUNDAÇÃO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES. Na Teia: Manual de Orientação Metodológica para Formação de Agentes de Desenvolvimento Comunitário. Salvador: FLEM, 2007.
FUNDAÇÃO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES. Capacitação de Lideranças Comunitárias: uma experiência de gestão compartilhada para o combate à pobreza. Salvador: FLEM, 2004.
GUGLIANO, A. A. . Participação e governo local. Sociologia, Oeiras, v. 1, n. 46, p. 51-70, 2004.

JUNIOR, Wilson Cabral de Souza. A Participação Social na Gestão de Recursos Hídricos: Aspectos Legais e Atividades dos Comitês de bacia Hidrográfica. Piracicaba SP: REBOB 1999.

LÜCHMANN, Lígia Helena Hahn. A representação no interior das experiências de participação. Lua Nova, 2007, no.70, p.139-170.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fundação Nacional de Saúde. Programa Nacional de Controle da Dengue. 2002.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. CIVES: Centro de Informação dos Viajantes – UFRJ

Manual OPAS 1978 – Informe Oficial.

PATERMAN, Carole. Participation and Democratic Theory. Cambridge University Press, 1970, p. 12.
http://www.funge.com.br/upload_trabalhos/24_895___edenis.pdf

http://mobilizacaosocial.ning.com/page/brasil-unido-contra-a-dengue
LEITURA COMPLEMENTAR

A Dengue:
O que é

A dengue é uma doença febril aguda causada pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti. Em todo o mundo existem quatro tipos de dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. No Brasil são mais encontrados três sorotipos da dengue: tipo 1, 2 e 3, numerados de acordo com o grau de letalidade do vírus. Após 28 anos de isolamento, o tipo 4 foi detectado em Roraima, mas apenas em casos isolados.

O Mosquito

O Aedes Aegypti é um mosquito pequeno, medindo menos de um centímetro de cumprimento, cor escura e listras brancas bem evidentes no corpo e nas pernas. Reproduz-se preferencialmente em locais úmidos e escuros, em depósitos de água limpa e parada, acumulada em recipientes plásticos, pneus, calhas e lajes, tonéis e depósitos de água, dentre outros locais, situados dentro das casas ou nos terrenos ao redor.
A fêmea alimenta-se de sangue humano e costuma picar durante o dia. Os ovos do Aedes Aegypti podem sobreviver por aproximadamente 450 dias em ambiente seco, próximo a àgua. Neste período apenas por meio do contato com água, os ovos podem gerar uma larva e, em seguida, o mosquito.

Modo de Transmissão

A transmissão da doença se faz através da picada do mosquito Aedes Aegypti já contaminado com o vírus do dengue. A dengue não é transmitida por meio do contato direto de uma pessoa doente para outra pessoa nem através de água, alimentos ou quaisquer objetos.
Geralmente entre o 3º ao 15º dia da picada do mosquito, os primeiros sintomas da dengue se manifestam.

O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas (popularmente chamadas de “cabeça de prego”) vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas.
Quebre esse mito: a população não acredita que um simples mosquitinho seja capaz de causar esse grave problema.

Sintomas
Existem clinicamente quatro formas de apresentação da doença:

1. Infecção Inaparente

Apesar de ter sido picada pelo vírus, a pessoa não apresenta nenhum sintoma. A probabilidade que isto ocorra é de que a cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.

2. Dengue Clássica

A Dengue Clássica se manifesta de maneira repentina, sendo a forma mais branda da doença. Os sintomas mais comuns são: febre alta, manchas pelo corpo, dores de cabeça, dor muscular e nas articulações, enjôos, entre outros sintomas. A febre normalmente dura sete dias e a pessoa infectada começa a melhorar entre o 7º e o 10º dia da doença.

3. Dengue Grave

A Dengue Hemorrágica inicialmente apresenta os mesmos sintomas da dengue clássica, mas a partir do 5º dia da doença começam a surgir sangramentos na pele e em vários órgãos, provocando hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.

A Dengue Hemorrágica pode levar a morte se não for tratada imediatamente. A pressão arterial do doente cai, assim que os sintomas de febre acabam, o que pode gerar tontura, queda e choque.

4. Síndrome de Choque da Dengue

Consiste na forma mais grave de apresentação da dengue. São características desta doença: pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Podem ocorrer ainda várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.

Cuidados e ações indispensáveis

A melhor maneira de prevenir a dengue é impedir a reprodução do mosquito. O Aedes aegypti procura água acumulada para colocar seus ovos em recipientes como pneus, latas, garrafas, vasos de planta, caixas d’água destampadas e piscinas não tratadas, entre outros. O combate à dengue deve começar em cada casa e tornar-se uma rotina a ser praticada todos os dias. As providências são simples e o efeito beneficiará toda a comunidade. É preciso:

A acondicionar em saco plástico bem fechado, antes de ir para o lixo, tampas de garrafa, latas, copos descartáveis, garrafas de plástico ou vidro ou quaisquer outros objetos que retenham água;

Tampar caixa d’água, tonéis, lixeiras ou outros recipientes que sirvam como depósito para água, tirar a água acumulada nas lajes.

I inspecionar as calhas de água da chuva para que não fiquem entupidas, removendo folhas ou outros materiais;

incentivar a população a lavar com escova e sabão em água corrente, pelo menos uma vez por semana, vasilhas de água para os animais domésticos e tanques utilizados para armazenar água;
T ratar plantas que acumulem água, como a bromélia, com uma mistura de uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água; tirar água das garrafas e baldes, colocando-os sempre com a boca para baixo.

U utilizar sacos plásticos para guardar o lixo. Não jogar lixo em terrenos baldios.

usar areia para cobrir até a borda os pratinhos de plantas

D deixar a tampa dos vasos sanitários sempre fechada;

dar pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guardá-los em local coberto

E evitar acumular entulho e lixo

evitar se automedicar, principalmente medicamento à base de AAS(ácido acetil salicílico). Procurar imediatamente o serviço médico.
PERGUNTAS FREQUENTES

1. A picada do mosquito é a única forma de transmissão da doença?

Sim. A dengue não é transmitida por pessoas, objetos ou outros animais.

2. Qual é o principal mosquito transmissor da dengue?

É o mosquito Aedes aegypti.

3. É verdade que somente a fêmea do mosquito pica as pessoas?

Sim, pois é a fêmea que necessita do sangue em seu organismo para amadurecer seus ovos e assim dar sequência no seu ciclo de vida.

4. Como a pessoa reconhece o mosquito Aedes aegypti?

O Aedes é parecido com o pernilongo comum e pode ser identificado por algumas características que o diferencia como: corpo escuro e rajado de branco, com o hábito de picar durante o dia.

5. De onde veio o mosquito Aedes aegypti?

É originário da África Tropical, característico de países com clima tropical e úmido, introduzido nas Américas durante a colonização. Atualmente, encontra-se amplamente disseminado nas Américas, Austrália, Ásia e África.

6. Qualquer inseticida mata o mosquito da Dengue?

Sim, porém a aplicação dos inseticidas atua somente sobre a forma adulta do mosquito, surtindo efeito momentâneo com poder residual de pouca duração.

7. Uma pessoa infectada pode passar a doença para outra?

Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para pessoas sadias. A pessoa também não se contamina por meio de fontes de água, alimento, ou uso de objetos pessoais do doente de dengue.

8. É possível distinguir a picada do Aedes aegypti com a de um mosquito comum?

Não. A sensação de eventual coceira ou incômodo é semelhante à picada de qualquer outro mosquito.

9. Algum outro mosquito é capaz de transmitir a doença?

Sim. O mosquito Aedes albopictus, que também pode ser encontrado em áreas urbanas, também pode transmitir a dengue.

10. Todo Aedes transmite a dengue?

Não. Apenas os infectados. O mosquito só transmite a doença se tiver contraído o vírus.

11. Todo mundo que é picado pelo mosquito Aedes aegypti fica doente?

É preciso que o mosquito esteja infectado com o vírus de dengue. Além disso, muitas pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti infectado não apresentam sintomas, depende do Sistema imunológico de cada um. Outras apresentam sintomas brandos que podem passar despercebidos ou confundidos com gripe, existindo ainda, aquelas que são acometidas de forma acentuada.

12. Por que foi possível fazer uma vacina para febre amarela e não está sendo possível fazer uma vacina contra dengue?

No caso da Febre Amarela só existe um tipo de vírus. Na dengue, são conhecidos quatro variedades de vírus – chamados denv1, denv2, denv3, e denv4.
SINTOMAS

1. Quais são os principais sintomas da dengue?

Febre alta, dor de cabeça, dores na região ocular, nas articulações, nos músculos e muito cansaço. Também é comum náuseas, falta de apetite, dor abdominal, podendo até ocorrer diarréia e vermelhidão na pele.
2. Em quanto tempo os sintomas aparecem?

De três a quinze dias após a picada do mosquito infectado.
3. A pessoa pode estar com a doença e apresentar apenas alguns dos sintomas? Não ter febre, por exemplo?

Sim. A intensidade dos sintomas varia muito de pessoa para pessoa.

4. A pessoa pode confundir a dengue com uma gripe forte? Como saber a diferença?

Sim. A melhor forma de se ter certeza é procurando um médico e eventualmente realizando exames.

TRATAMENTO

1. A partir de que momento deve-se procurar um médico?

A partir dos primeiros sintomas.

2. Qual é o tratamento para a doença?

A pessoa doente deve repousar e ingerir bastante líquido (água, sucos naturais ou chá). Antitérmicos e analgésicos que contém em sua fórmula ácido acetilsalicílico, como a aspirina, devem ser evitados.

3. Por que não se deve tomar medicamentos a base de ácido acetilsalicílico como “Aspirina, Melhoral, AAS” ?

Porque estes medicamentos tem efeitos anticoagulantes e podem causar sangramentos.

4. Há cuidados especiais com bebês e crianças pequenas?

Nas crianças pequenas a doença assemelha-se mais a uma infecção viral inespecífica, sendo que os sintomas mais frequentes são: febre, vômito e dor abdominal. Deve-se procurar um médico logo que aparecerem os primeiros sintomas.

5. Quem já teve dengue uma vez pode ser contaminado novamente ou fica imune?

Estudos indicam que uma pessoa infectada pela dengue fica imune ao sorotipo que determinou a infecção, além do que, por um período, ela também fica protegida para qualquer dos sorotipos de dengue. Passado este tempo, se ela se contaminar por outro tipo de vírus, diferente daquele que se contaminou anteriormente, poderá ter comprometimento do quadro clínico e desencadear a dengue hemorrágica.

DENGUE HOMORRÁGICA

1. Qual é a diferença entre a dengue clássica e a hemorrágica?

A clássica é mais branda do que a hemorrágica, que pode até causar a morte do doente.

2. As pessoas que já tiveram dengue uma vez podem desenvolver o tipo hemorrágico?

Sim. Qualquer um dos 4 sorotipos da dengue pode causar dengue hemorrágica. A probabilidade de manifestações hemorrágicas é menor em pessoas infectadas pela primeira vez, portanto pessoas que contraem dengue mais de uma vez apresentam maior chance de complicações do quadro clínico, incluindo manifestações hemorrágicas.

3. Por que ela é mais perigosa?

Porque, como o próprio nome diz, causa hemorragia e pode levar à morte.

4. Que tipo de exame identifica a dengue hemorrágica?

Há três exames que podem ser utilizados: a prova do laço, a contagem das plaquetas e a contagem dos glóbulos vermelhos. A prova do laço é um exame de consultório, com uma borrachinha o médico prende a circulação do braço e vê se há pontos vermelhos sob a pele, que indicariam a doença. Os outros testes são feitos por meio de uma amostra de sangue em laboratório, preferencialmente no LACEN

5. Quais são os sintomas da versão hemorrágica?

A dengue hemorrágica se manifesta de três a cinco dias depois da clássica. A febre reaparece após ter cessado, causando suor, deixando a pele esbranquiçada e as extremidades frias. É comum dor de garganta, queda de pressão, dores no estômago e abaixo das costelas.

6. O mesmo mosquito que transmite dengue clássica pode transmitir a hemorrágica?

Sim.

SOBRE O MOSQUITO

1. É verdade que o mosquito não pica à noite?

A fêmea do Aedes tem hábitos diurnos, não costuma picar à noite.

2. Que outros hábitos o Aedes tem?

O mosquito fica onde o homem estiver, e prefere picá-lo a qualquer outra espécie e também gosta de água acumulada para colocar seus ovos.

3. O mosquito se reproduz mais rápido no calor? Por que?

Sim. No calor, o período reprodutivo do mosquito fica mais curto e ele se reproduz com maior velocidade. Isto explica o aumento de casos de dengue no verão.

4. Quanto tempo vive o Aedes?

A fêmea do Aedes vive cerca de 30 a 45 dias e, nesse período, pode contaminar até 300 pessoas.

5. Quantos ovos um mosquito coloca durante sua vida?

Cerca de 450. Descobriu-se que existe a transmissão transovariana, ou seja, que a fêmea, se estiver contaminada, inocula o vírus nos ovos e os mosquitos já nascem com ele. Isso multiplica as chances de propagação.

6. Por que a água acumulada é tão perigosa?

Porque a fêmea deposita seus ovos em locais com água acumulada.

7. Adianta só tirar a água dos pratinhos que ficam sob os vasos?

Não. Os ovos ficam aderidos às laterais internas dos pratos ou ainda nas laterais externas dos vasos. O ideal é optar por pratos que fiquem bem justos ao vaso e lavá-los com água e sabão, utilizando uma bucha para retirada de possíveis ovos.

8. Ovos ressecados do Aedes também são perigosos?

Sim. Mesmo ressecados, os ovos são perigosos. Eles sobrevivem até 1 (um) ano sem água e, se neste período entrar em contato com água, o ciclo evolutivo recomeça.

9. Mosquitos podem ser transportados em carros, aviões ou navios?

Sim, desde que haja condições adequadas no meio de transporte.

10. A borrifação de inseticidas mata os ovos ou apenas os mosquitos adultos?

Apenas os mosquitos adultos. Por isso, a borrifação de inseticidas só é eficaz no caso de surtos ou epidemias. Para matar os mosquitos é preciso acabar com os ovos. Caso contrário, outros mosquitos nascerão.


MITOS SOBRE O MOSQUITO

AR CONDICIONADO E VENTILADORES MATAM O MOSQUITO - FALSO!

Quando o ar condicionado e o ventilador estão ligados, a temperatura e a umidade baixam, inibindo o mosquito. Nessas condições, o mosquito terá mais dificuldade para detectar onde está a possível vítima de sua picada, porém não morrerá.

PARA MATAR OS OVOS DO MOSQUITO BASTA SECAR OS RESERVATÓRIOS DE ÁGUA PARADA - FALSO!

Não é apenas o simples ato de secar os reservatórios de água parada que irá impedir o mosquito da dengue de se reproduzir. É preciso limpar o local também, pois o ovo ainda pode ser manter "vivo" por mais de um ano sem água.

REPELENTES É FUNDAMENTAL PARA A PREVENÇÃO DA DENGUE - FALSO!

O uso contínuo de repelentes não é aconselhável, pois em excesso pode haver contra-indicações. Velas de citronela ou andiroba, ao contrário do que muita gente pensa, não têm muito efeito no combate à dengue, pois têm efeito indeterminado e temporário.

TOMAR VITAMINA B AFASTA O MOSQUITO - FALSO!

O mosquito é atraído pelo gás carbônico exalado na respiração e pelos odores eliminados pelo ser humano. A ingestão de vitamina B, alho, cebola ou inhame, que têm cheiro eliminado pela pele, ou até mesmo o uso de perfumes, confundem o mosquito, mas não é uma medida eficaz na prevenção da dengue.

QUALQUER PICADA DO MOSQUITO TRANSMITE A DOENÇA - FALSO! Primeiramente é necessário que o mosquito esteja contaminado. Além disso, cerca de metade das pessoas picadas pode não desenvolver a doença ou não apresentar sintomas. Mesmo assim, é importante em caso de dúvida ou qualquer suspeita, procurar o posto de saúde mais próximo.

BORRA DE CAFÉ NA ÁGUA DAS PLANTAS MATA OS OVOS DO MOSQUITO - FALSO!

Não há comprovação de eficácia da borra de café na água das plantas e sobre a terra no combate ao mosquito. Pelo contrário, já foi verificado na prática que a larva do Aedes aegypti se desenvolve na água suja de borra de café. Ao invés de usar a borra, tente eliminar os pratos dos vasos, ou coloque areia até as bordas deles de forma a eliminar a água. Lave também os pratos com bucha e sabão semanalmente. Isso é eficaz contra a dengue.

O MOSQUITO SÓ SE REPRODUZ EM AMBIENTE INSALUBRE E SUJO? - FALSO!

Mesmo em ambiente sadio, limpo e higienizado pode existir criadouros. Na rotina diária de limpeza da casa, deve ser inserida a verificação de possíveis locais propícios aos criadouros, como: ralos, vasos sanitários, pratinhos de plantas, quintais com entulhos, etc.
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